domingo, 29 de novembro de 2020
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Polícia

01/07/2020 às 08h26

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Jediel Ribeiro Lemes

TERRA DO NOVA DO NORTE / MT

PF flagra conselheiro jogando "cheques milionários" numa lixeira em Cuiabá
Mas acabou sendo flagrado, e o material, que havia sido jogado numa lixeira, foi recolhido.
     PF flagra conselheiro jogando
ARARATH 16

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta terça-feira (30) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso, Waldir Teis, por embaraço à investigação de infração penal, no âmbito da Operação Ararath. A denúncia descreve a tentativa do conselheiro afastado de embaraçar a atividade da Polícia Federal que, em 17 de junho, cumpria mandados de busca e apreensão em seu escritório em Cuiabá. 


A essa etapa da investigação da Ararath, que está na 16ª fase, foi dada o nome de Operação Gerion. Teis, ao notar que os policiais se concentravam em uma segunda sala, recolheu uma série de talões de cheques com cifras milionárias e outras folhas assinadas mas sem preenchimento do valor, que estavam em sala ainda não analisada pelas autoridades. 


Mas acabou sendo flagrado, e o material, que havia sido jogado numa lixeira, foi recolhido. Foram deferidos pelo STJ os pedidos de afastamento de sigilo bancário de diversas sociedades empresárias; o levantamento e utilização de dados de inteligência financeira de pessoas físicas e jurídicas; o afastamento do sigilo telefônico/telemático de alguns investigados, e busca e apreensão a ser realizada em locais ligados a pessoas investigadas, além do compartilhamento de dados com a Receita Federal do Brasil.







 

 



PRORROGAÇÃO


A Operação Ararath investiga, desde 2013, a prática de crimes de corrupção, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e organização criminosa por conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso. Além da condenação pela infração de embaraço à investigação, o MPF requer à Justiça indenização por danos morais coletivos, no valor de R$ 3 milhões, além da prorrogação do afastamento do conselheiro até o trânsito em julgado da denúncia. Os conselheiros são acusados pelo ex-governador Silval Barbosa de cobrarem R$ 53 milhões de propina para não fiscalizar obras no Estado.

FONTE: FOLHA MAX

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